Quinta-feira, Agosto 13, 2009

Vidro

Confiança tem uma semelhança com vidro, que depois de partido nunca volta a ser igual. Profissionalmente, vi um grande vidro se partir, e neste momento todos os cacos estão jogados no chão. Qual será a melhor opção - juntar o que sobrou e reconstruí-lo, mal feito e incompleto, cheio de fissuras e imperfeições; ou jogar tudo na lata do lixo?
Infelizmente, vejo que na grande maioria do tempo tentamos reconstruir algo que nunca mais será igual. Temo precisar escolher este caminho.

Quinta-feira, Julho 30, 2009

Sobre amar e retribuir (?)

Uma senhora, por volta de 80 anos, estava na minha frente entre os "clientes de encaixe"do clínico geral/cardiologista hoje. Ela estava acompanhada da neta: entre 18 e 20 anos, com óculos sou-nerd e aquele visual casual natural do carioca Zona Sul. Poderia tudo aquilo ser uma obrigação, mas a garota parecia estar de alguma maneira bem por ter a responsabilidade de levar a sua avó já tão decrépita ao médico. A senhora, ao ser chamada, foi prontamente ajudada pela neta,e toda essa cena remeteu um passado muito feliz.
Lembrei da minha avó e de todos os cuidados que a "minha velha" teve um dia comigo. Lembro do pé-de-goiaba no quintal da sua casa em Cristalândia, uma cidade esquecida pelo mundo no interior do Tocantins. Lembro de toda a felicidade naquele pé e dos seus gritos dias e dias para eu "descer daquele pé logo, que está tarde!". As formigas que percorriam os galhos eram grandes e davam medo, e eu confesso que era muito medrosa... nunca passei do galho principal da árvore, o mais grosso e forte. E ela achava tudo aquilo ótimo, como se fosse uma grande realização eu conseguir subir naquela árvore dentre tantas outras no seu quintal.
Os outros podem achar que não, mas para mim realmente era um desafio subir ali. 7 anos e eu nem sabia andar de bicicleta de medo! MEDO DE CAIR! E em dois meses ela simplesmente conseguiu tirar essa medo, me incentivou a pedalar e a... subir no pé de goiaba! Era uma realização sua neta mais "frágil" ali em cima, como uma moleca, aproveitando o dia quente fora do quarto e da televisão.

Ao ver aquela senhora tão frágil eu lembrei da minha forte avó, e todos os laços que temos, não por sermos da mesma família, mas por nos amarmos. Entendi aquela cena como uma retribuição a tantos momentos bons que aquela senhora teria dado a sua neta (e que ainda dá!) quando mais nova, fosse nos doces, nos presentes, ou em momentos felizes, simples assim. A gente faz isso naturalmente por quem ama, sem dor e sofrimento.
Atualmnte estou longe e mal consigo ligar para a"minha velha", pois não consigo balbuciar mais que alguns palavras sem cair no choro. Ela ri do outro lado da linha, com toda aquela experiência de quem já viveu oito décadas e esclarece tudo de uma maneira muito simples. Diz com aquela linguagem simples que a vida é assim mesmo, e temos que ser fortes para viver, as vezes longe de quem a gente ama, mas isso é necessário e vai ser bom pra gente. Pensando bem, acho que apesar de tudo, ela ainda parece mais cuidar de mim que o contrário.

Quarta-feira, Julho 29, 2009

Saudade é necessário

"Eu sou então um sujeito perseguido pela saudade. Sempre fui, e não sabia como me desligar da saudade e viver tranquilamente.
Ainda não aprendi. E desconfio que não aprenderei nunca. Pelo menos já sei de algo valioso: é impossível me desligar da saudade porque é impossivel me desligar da memória. E impossível se desligar daquilo que se amou.
É totalmente humano, então, ser um ser nostalgico, e a única solução é aprender a conviver com a saudade. Talvez, para a nossa sorte, a saudade possa transformar-se, de algo depressivo e triste, numa pequena chispa que nos dispare para o novo, para entregar-nos a outro amor, a outra cidade, a outro tempo, que talvez seja melhor ou pior, não importa, mas que será diferente. E isso é o que todos procuramos todo dia: não despediçar em solidao a nossa vida, encontrar alguém, nos entregar um pouco, evitar rotina, desfrutar de nossa fatia da festa."

Pedro Juan Gutierrez

Tive que copiar isso para não esquecer exatamente o tipo de sentimento que vivo há alguns meses. Copiei de alguém após chorar um pouco, e a pessoa que copiou disse que chorou novamente ao ler. Sinceramente as vezes cansa essa chorar, mas prefiro entender que isso é uma amostra de que ainda há muito sentimento e paixão dentro deste corpo, e que sentir isso é também uma forma de mostrar que ainda estou viva. Isso sim, me conforta muito.

=)

Quinta-feira, Julho 16, 2009

crise de idade. todos temos - sim, todos nós, eu tenho certeza disso!
o que aflige é o fato de termos que escolher o tempo inteiro, e parece que agora, aos 20 e poucos, qualquer escolha vai trazer consequências para os próximos MUITOS anos: mudar de cidade ou continuar por aqui? sair da casa dos pais ou ter seu próprio espaço? trabalhar muito, ganhar dinheiro, estudar mais.... ou tudo ao mesmo tempo agora. assistir tv ao chegar em casa ou cair em cima dos livros da pós?

tantas oportunidades fizeram um bloqueio, e é tudo pior: não decido quase nada, evito o definitivo, o fazer agora, o resolver agora... permaneço no confortável "agora" e talvez eu sofra consequências disso por muito anos. é estar distante, disperça, sem crença, sem fé, no automático.

luto contra a auto sabotagem

(preciso escrever mais, perdi a prática)

Quinta-feira, Setembro 04, 2008

para Chico e Nayna

então quer dizer que...

eu venho morar longe pra c@&^% e todo mundo vai ver a Madonna em São Paulo?
Aquela cidade de céu cinza, fria, com gente feia* e, principalmente, SEM MIM?
eu, que estava disposta a dar casa, comida e minha pronta amizade?

MAS SÃO UNS ANTIPÁTICOS MESMO!
=~

(olá, eu odeio aquele site de compras e odeio os cartões de crédito).

*mané odeio São Paulo o quê. Se fosse Paris eu continuaria a falar mal porque todos vão pra lá!

Chegar ao mês "09" do calendário, para mim, é algo decisivo. Estranhamente, quando chega esse mês começo a fazer uma análise, como se fosse dezembro (ora, que precipitava!). Essa semana, ao completar a data no caderno da pós bateu uma grande tristeza. Fim de ano é algo bem triste, sem contestação. Começamos a ver que estamos ficando velhos, e o tempo está passando mais rápido do que se pode pensar!!! Que catástrofe... nunca fizemos a metade das coisas que imaginávamos.
Mas ai então é preciso analisar ano a ano: alguns são bons, outros não. Definitivamente, anos de transição não são tão legais, não mesmo! E daí que se formar, ser "adultinho", ter responsabilidades, contas a pagar... quantas mudanças.
Parei cinco minutos a minha atenção e, aí está: estou desde março aqui, longe dos meus pais, de grandes amigos, daquilo tudo que eu conhecia a tanto tempo. Estes fatores já tornariam isso tudo dificil. Mas o pior de tudo é ainda não ter um trabalho, e minhas perspectivas para o futuro serem tão incertas.
Estar "desempregado" é algo horrível, muito mais do eu poderia imaginar! E agora completaram-se seis meses, pareceu a eternidade. Foi, e continua sendo, horrível lidar com muitos e-mails enviados, cartas de apresentação, currículos e pouquíssimas respostas. É como enviar mensagens ao além! Ao menos vejo que não sou a única, e essa falta de resposta parece ser a maior aflição de todos que buscam o seu lugar na comunicação (é muito fácil, veja os depoimentos em páginas do Orkut como "trabalho para jornalistas").
É preciso ter experiência e conhecimento em saúde, gastronomia ou desenvolvimento de softwares... achei que havia escolhido jornalismo, não? É isso aí, bem vindo ao clube!
A incerteza acadêmica também não é das melhores. Os modulos estão acabando e qual será o tema da monografia? Tenho até novembro pra decidir isso. Segurança, meio ambiente, terceiro setor... ah, socorro, ainda preciso escolher o orientador! Se existe dificuldades para a construção da monografia, inscrição pra mestrado esse ano? Nem pensar. Que fuga, para onde eu vou?
É, não dá pra fugir. Preciso enfrentar minha nova realidade, não tão legal como a ideal.
Ainda restam quatro meses para esse ano acabar. Tenho esse um terço de ano pra mudar, melhorar minha auto-estima e me sentir alguém melhor. Ao menos, era o que eu buscava neste lugar: Rio de Janeiro.

Terça-feira, Agosto 12, 2008

Então quer dizer que...

só eu não tenho Facebook e Twitter?
que ser mais anormal que eu sou.

só eu que não coloquei nenhuma daquelas "paradinhas" novas no meu Orkut?
estou tão desatualizada. ou melhor: eu vejo e não me empolgo. até me empolgo mas, vou contar o quê? vou apresentar o quê? tudo tem parecido tão sem graça ultimamente. não tenho a mínima vontade de contar, falar, escrever...

logo eu, me tornei demodê?

Quinta-feira, Julho 24, 2008


Perdida aqui no meio da madrugada, protegida pelo "Cavaleiro das Trevas" (meu bonequinho novo do BatEman) hahahaha. Que vontade de escrever sobre nada... ora, para isso serve o blog!

Top 5 perguntas despretenciosas:

1. Um alívio momentâneo: terminei o trabalho de mais um módulo - esse aqui da foto;
2. Uma preocupação constante: dar um rumo à vida, encontrar um sentido na minha vida profissional e correr atrás, sem receios, medo e inseguranças;
3. Um desejo: viajar, viajar, viajar, conhecer gente diferente, conhecer cada cantinho desse mundo maluco - é um sonho que não se torna menor em nenhum momento;
4. Uma trilha sonora constante: Mutantes, Mutantes, Mutantes, mais Mutantes, e Revolver dos Bealtes;
5. Uma companhia: o namorado, os amigos ao lado, meus pais ao telefone para me apoiar - e brigar também -, ou nenhum deles... para pensar em tudo, tudo mesmo.

É isso, vou dormir, boa noite, tchauuuuuuuu

Quarta-feira, Junho 04, 2008

E se...

Eu fosse o primeiro a voltar pra mudar o que eu fiz: quem agora eu seria?
Eu sei do escândalo. Eles tem razão quando vem dizer que eu não medir nem tempo e nem medo!
E se não sou EU, quem mais vai decidir o que é bom pra mim?
Eu dispenso as previsões!
O que eu sou é também o que eu escolhi SER!
Então, eu aceito a condição.
Eu vou levando assim, pois o acaso é meu amigo.
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As músicas sabem falar exatamente o que eu penso... até o meu (re)agir.
Ah sim... parece que o vento sopra em outra direção. Logo descobrirei se é bom ou ruim.

E, pelo amor, que frio é esse? Rio com casaco soa tão estranho!

Quarta-feira, Maio 21, 2008

Mais uma manhã em Copacabana, para ver um imóvel. Mais uma burocracia tremenda e sem fim... que não me levou a lugar nenhum. O e-mail para oferta de emprego não teve resposta. É, o dia parece uma merda, e engraçado, tem sido sempre às terças.
No mp4, Amy Winehouse, numa sequência de "Me and Mr Jones", "Love is a losing game" e "Back to Black", adoráveis e tão melancólicas.
Mas o sol está agradalvemente confortante, alías, o dia está lindo! Acabo de passar pela praia... Nossa, é um belo início de tarde carioca. Um grupo de italianas ao meu lado no ônibus, e aquela paisagem maravilhosa. "Poderia ser pior, poderia ser bem pior: o sol ainda brilha!", meus pensamentos (e meu olhar) me guiam para meu conhecido otimismo.

Ainda bem!